quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

POEMAS DOUTRAS LÍNGUAS

AI:

De uma mulher a um homem

Os relâmpagos batem no telhado,
agitam a faca, negrume,
afundando-se nas paredes.
Os clarões sangram sobre nós
e o teu rosto, o leque, escuda-se
para que eu não veja o medo
que tens de estar comigo.
Não nos mesclamos, nem na cama,
que é onde findamos sempre.
Não vale a pena escondê-lo:
tu és neve, eu sou carvão,
como provam as minhas cicatrizes.
Mas se abrires a boca
eu dou-te um gosto de negrura
que não esquecerás.
Por algum tempo, deixarei que te dê força,
que te dê um coração de leão,
para depois to tirar.

       — Ai, in Cruelty (1973)

 

Woman to man

Lightning hits the roof,
shoves the knife, darkness,
deep in the walls.
They bleed light all over us
and your face, the fan, folds up,
so I won't see how afraid
to be with me you are.
We don't mix, even in bed,
where we keep ending up.
There's no need to hide it:
you're snow, I'm coal,
I've got the scars to prove it.
But open yiour moouth,
I'll give you a taste of black
you won't forget.
For a while, I'll let it make you strong,
make your heart lion,
then I'll take it back.

                             — Ai, in Cruelty (1973)


Ai Ogawa (pseudónimo de Flroence Anthony e nome que adotou legalmente em 1973), nasceu em Albany, Texas, em 1947, e morreu em 2010. Descrevia-se a si própria como 1/2 japonesa, 1/8 índia Choctow-Chickasaw, 1/4 negra, e 1/16 irlandesa e Cheyenne e Comanche. Ganhou o National Book Award for Poetry em 1999, pela coleção Vice: New and Selected Poems. Uma das suas marcas estilíticas é o monólogo dramático, a forma poética que mais sistematicamente surge na sua obra, assim como a sua inclinação para a abordagem de temas e atmosferas sombrias e controversas. Referindo-se à sua preferência pelo monólogo dramático como forma privilegiada dos seus poemas, disse: "Eu quero levar a forma da 'persona' narrativa tão longe quanto possível, e nunca fui pessoa para fazer as coisas pela metade."  
[In Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Ai_(poet)]

As minhas escolhas (Paulo Lopes) - Janeiro

Philip Roth — que morreu em maio de 2018 — é um dos mais emblemáticos escritores americanos contemporâneos. Nascido em 1933, em Newark, New Jersey — onde situa a ação de muitos dos seus romances —, a sua ficção tem habitualmente um carácter autobiográfico, assim como um ebuliente engenho metanarrativo que se traduz no gosto em confundir ficção e realidade, uma prosa sensual e dinâmica e uma inclinação para a exploração provocadora da identidade americana. O dispositivo narrativo é o diálogo a duas vozes — e apenas diálogo, sempre entre duas personagens; uma delas, sempre ‘em cena’, tem o nome do autor, Philip Roth — um escritor americano a viver em Londres; as outras são a amante inglesa (e as suas variações: uma fictícia e outra supostamente ‘real’ ) e (numa única cena) a mulher do escritor americano. Essas conversas vão revelando a profundidade das personagens, as modulações do desejo e da mentira, e ainda conseguem delinear linhas de enredo com twists narrativos — e metanarrativos.





terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Concurso "Histórias da Ajudaris" 2020






Contadores de Histórias - 2019-2020


A atividade “Contadores de Histórias” tem como objetivo celebrar e incentivar o prazer de ler nas crianças de 1º ciclo, neste caso, envolvendo também os seus familiares, uma vez que os pais/ encarregados de educação são os mais eficazes mediadores da leitura dos seus filhos.

   Esta iniciativa desenvolve-se na Biblioteca Escolar em articulação com o professor titular de turma,  através da:
·  Leitura de uma pequena história, um poema ou um livro informativo, de que ambos gostem (durante 5 a 10 minutos);
·   Apresentação de um livro que achem apropriado ou contarem uma história, com o apoio de um livro, às crianças da turma (durante 5 a 10 minutos).
      
Através do exemplo dado pelos adultos, esta iniciativa permite desenvolver a literacia da leitura,
contribui para a melhoria da competência leitora e, consequentemente, contribui para a melhoria dos
resultados escolares promovendo, ao mesmo tempo, a aproximação da escola à família.

Lê Comigo - 2019-2020


A atividade “Lê Comigo” pretende promover a leitura entre pais e encarregados de educação e os nossos alunos do pré-escolar. Esta atividade visa contribuir, desde tenra idade, para o desenvolvimento das crianças e para a melhoria dos seus resultados na escola através do contacto diário com os livros.
  Há quem pense que as crianças só começam a aprender a ler quando vão para a escola. Na verdade, a capacidade de ler desenvolve-se desde o primeiro ano de vida e deve ser treinada regularmente com a ajuda da família. 
  Os pais, avós, tios ou padrinhos desempenham um papel importante se lerem em voz alta e se ajudarem as crianças a gostar de livros, como tal, Ler+ em família é fundamental. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

6 janeiro 2020 - Dia de Reis

Viemos do Oriente para adorar ao Rei...
«No DIA DE REIS recordamos os três Reis Magos, Sábios do Oriente que vieram desde as suas terras até a humilde gruta de Belém seguindo uma estrela diferente das outras.
Os três Reis Magos ofereceram como presente ouro, incenso e mirra. Um chamava-se Gaspar, que significa "o que vai com amor"; o outro Belchior, que significa "o que vai suavemente"; e o terceiro chamava-se Baltazar, que significa "o que obedece à vontade de Deus, humildemente".»
Feliz Dia de Reis!

sábado, 28 de dezembro de 2019

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019