quarta-feira, 6 de maio de 2020

Ideias de Leitura e Escrita - PNL

Partilhamos as ideias de escrita e de leitura para o mês de maio.
Estes desafios de leitura e escrita dirigem-se a alunos, pais, professores e outros mediadores. Participem!


terça-feira, 5 de maio de 2020

5 maio 2020 - Dia da Língua Portuguesa pelos alunos do 12.º A




A poesia, em tempo de escola à distância de um clique, esteve presente numa sessão conjunta dos alunos do 12.ºA, na disciplina de Português, no dia 5 de maio de 2020.

Os alunos recitaram poemas, escolhidos por si, de Natércia Freire, José Carlos Ary dos Santos, Fernando Pessoa, Pablo Neruda, Jorge de Sena, David Mourão Ferreira, Sophia de Mello Breyner, Manuel Alegre, José Nisa, António Gonçalves Martins Pereira e Manuel Lopes Fonseca.

 Assim se assinalou o primeiro dia internacional da língua portuguesa. Bem hajam estes alunos que se mostraram tão disponíveis!



5 maio 2020 - Dia Mundial da Língua Portuguesa







Livros PNL
para (re)ler no Dia Mundial da Língua Portuguesa




http://www.pnl2027.gov.pt/np4/dmlp_lereouvir.html?fbclid=IwAR14T_f0vHDgwkMrP8yS3hU4d9JMJPXeTudkI3lQ5RZvgqqjn1Jvm-ab6ns
Para ler e ouvir
Textos lidos e cantados

5 maio - Dia Mundial da Língua Portuguesa

O primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa assinala-se hoje com uma cerimónia e um concerto online, em que participam duas dezenas de personalidades lusófonas da política, letras, música e desporto.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) oficializou a data no ano passado, mas desde 2009 que 5 de Maio era o Dia da Língua e da Cultura Portuguesa, instituído pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
António Sampaio da Nóvoa, embaixador de Portugal na UNESCO e antigo reitor da Universidade de Lisboa, considera esta decisão como um “momento muito importante” para a língua de Camões. “É a primeira vez que a UNESCO toma uma decisão destas em relação a uma língua que não é uma das línguas oficiais da UNESCO”.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

5 de maio - Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP

5 de maio é o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP
O português é a quarta língua mais falada do mundo, atualmente por 261 milhões de pessoas, nos cinco continentes.
É a 5ª língua com maior número de utilizadores na internet sendo a 3ª mais usada no facebook. É, também, a língua oficial ou de trabalho em 32 organizações internacionais.


Desafio: Em que países se fala português?

5 maio - Dia Mundial da Língua Portuguesa


O Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado anualmente a 5 de Maio, como já acontece na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e António Sampaio da Nóvoa aponta o “momento muito importante” para a língua de Camões.

“É a primeira vez que a UNESCO toma uma decisão destas em relação a uma língua que não é uma das línguas oficiais da UNESCO. Por unanimidade, as pessoas reverem-se na ideia de que é importante um dia mundial da língua portuguesa é muito importante”, afirmou António Sampaio da Nóvoa em declarações à agência Lusa.

A decisão foi tomada no dia 17 de outubro de 2019, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, na reunião do seu conselho executivo.

Todos os países lusófonos se uniram para introduzir esta proposta, mas receberam o apoio de países como Argentina, Chile, Georgia, Luxemburgo ou Uruguai, e a proposta foi aprovada por unanimidade.


Na proposta apresentada ao conselho executivo, os países lusófonos argumentaram que a língua portuguesa é a mais falada do hemisfério Sul e que foi também a língua da primeira vaga de globalização, deixando palavras e marcas noutras línguas no mundo.
O dia da língua portuguesa será oficialmente assinalado na sede da UNESCO com apresentações musicais, literatura, exposições ou qualquer outra representação cultural e a sua organização ficará a cargo dos países que têm o português como língua oficial.
“O 5 de Maio de 2020 vai ser um grande dia na UNESCO e esperamos ocupar durante 15 dias estes corredores com questões relacionadas com a arte, literatura, música e que isso tenha consequências concretas”, disse o embaixador português.
O diplomata espera também que a distinção tenha impacto ao nível internacional.
“Entra nos calendários internacionais, o que quer dizer que ganha uma projeção do ponto de vista internacional, podendo ter consequências nos mais diversos planos”, sublinhou Sampaio da Nóvoa.
Esta medida vai também ajudar os esforços dos países lusófonos na promoção da língua, notou o presidente do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua de Portugal.
“No Instituto Camões já apoiamos a celebração do Dia da Língua Portuguesa, mas este reconhecimento vai ajudar-nos a dar mais força às celebrações e o próximo ano será de comemoração renovada e ainda mais forte porque vai despertar consciências”, afirmou Luís Faro Ramos, que assistiu à aprovação do dia mundial na sede da UNESCO, em Paris.
Segundo António Sampaio da Nóvoa, este é “um passo” para que a língua portuguesa se torne língua de trabalho na Organização das Nações Unidas – atualmente as línguas de trabalho desta organização mundial são inglês, francês, chinês, espanhol, árabe e russo.
“Temos de ir dando pequenos passos, são passos de aproximação em que nós vamos chamando a atenção para a importância da língua. São movimentos no sentido do reconhecimento do português como língua da cooperação internacional”, disse o embaixador.
A proposta aprovada pelo conselho executivo foi ratificada na conferência geral da UNESCO, em novembro.

domingo, 3 de maio de 2020

3-9 maio - 7 dias com os Media sem sair de casa



7 dias com os Media: junte-se à iniciativa
Desde 2013 que o GILM – Grupo Informal sobre Literacia Mediática lança anualmente, na semana de 3 a 9 de maio, os 7 Dias com os Media. Esta é uma operação que convida cidadãos e instituições a promoverem alguma forma de ação, reflexão e/ou discussão sobre os media, o seu papel e efeitos na vida individual e coletiva.
Nestes tempos de pandemia COVID-19, em que a permanência em casa e o distanciamento social são altamente recomendáveis, os media, sempre fundamentais para a perceção da realidade que nos rodeia, assumem um papel ainda mais reforçado e central na construção dessa mesma perceção, constituindo quase a “única janela para o Mundo” de que dispomos.
Devido a essas circunstâncias, a iniciativa foi alterada para 7 Dias com os Media 2020 sem sair de casa. Por isso, sugerimos que a partir de casa, as famílias ou diferentes atores em interação online – professores com os seus alunos, alunos com outros colegas de escola, de universidade, membros de associações, vizinhos, órgãos de comunicação social – criem ou adiram a alguma atividade enquadrada na iniciativa.
O tema e o tipo de atividade a concretizar são livres.  Podem também assumir carácter individual, se for essa a preferência. Todas as conjugações são permitidas e bem-vindas! Apenas se exige que tenham como foco o uso competente, crítico e responsável dos media por parte dos cidadãos, seja enquanto recetores, seja na sua qualidade de produtores de conteúdos, designadamente através das redes sociais.
O GILM decidiu preparar um conjunto de desafios a lançar diariamente, na semana de 3 a 9 de maio!
Estamos a viver um contexto excecional onde até o contacto com todos os que não vivem connosco se faz, quase exclusivamente, através dos meios audiovisuais e online, onde o uso das redes sociais se intensificou, a informação está constantemente a ser partilhada sem filtros e há, naturalmente, um clima de grande incerteza, desconhecimento e ansiedade. A desinformação e as notícias falsas proliferam, com o risco de causar danos sociais, nomeadamente em termos de saúde pública. Por isso, os desafios que vamos lançar serão centrados nos temas da Desinformação e Fake News e da Segurança Online.
Todos os que se quiserem associar aos 7 Dias com os Media 2020 sem sair de casa podem aderir a algum ou vários destes desafios. Ou, se preferirem, criar atividades sobre aqueles ou quaisquer outros temas que se enquadrem nos objetivos referidos no início.
O fundamental é mesmo aderir à iniciativa! E sem sair de casa, como é conveniente nesta fase da nossa vida!
Pedimos só que procedam ao respetivo Registo.
Podem também enviar-nos testemunhos da atividade realizada – sob a forma de desenho, de fotografia, de cartaz, de notícia, de vídeo, de podcast… – diretamente para o endereço 7diasmedia@gmail.com.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

sábado, 25 de abril de 2020

25 de abril - Símbolo da Liberdade Renovada


Conquista

Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'





quinta-feira, 23 de abril de 2020

23 abril - "Porquê ler?"


“Porquê ler?”

in Pure Pleasure, de John Carey (2000, Faber and Faber, pp. ix-xii e xv-xvi)
(Tradução: Paulo Lopes)


«Ainda haverá livros no final do próximo milénio? A questão parece alarmista, mas é séria. Há mil anos, não havia propriamente grande frenesim livresco. A maior parte das pessoas era iletrada. A impressão tipográfica ainda não tinha sido inventada. Daqui a mil anos, as coisas poderão ser tão remotas como tudo o que agora podemos imaginar. Na obra When the Sleeper Wakes[1], de H. G. Wells, uma personagem chamada Graham sai de um transe cataléptico no ano 2200 e descobre que os livros são já obsoletos. Foram substituídos por vídeos que passam em ecrãs de televisão (designados “cinetoscopes”) e rotulados num inglês fonético tosco, que é o melhor que as pessoas logravam escrever.
(...)
Atualmente, a cisão entre pessoas que leem e pessoas que não leem é a maior divisão cultural, transversal a idade, classe e género. Nenhum dos lados compreende o outro. Para os não-leitores, os leitores parecem pedantes. Para os leitores, o enigma é a que é que recorrem os não-leitores para estimular as suas mentes. Se, no sobrepovoado mundo de amanhã, ler se tornar uma boia de salvação para a sanidade de quase toda a gente, esta cisão dissipar-se-á — o que seria uma ocorrência feliz, quer para as pessoas, quer para os livros.
É errado pensar que o que ganhamos com a leitura nem precisa de ser explicitado. Porque, se isso fosse assim tão óbvio, haveria mais leitores. Na prática, explicar os proveitos da leitura a não-leitores é extremamente difícil. E, além disso, suscita uma oposição articulada. Se alegamos que ler expande os nossos horizontes mentais e nos permite experienciar mais do que uma vida, os não-leitores respondem que essas são justamente as vantagens que o cinema e a televisão oferecem. Por isso, o que tem a leitura de especial?
O que tem de especial, estranhamente, é resultado de uma imperfeição do tipo de comunicação dos livros por comparação com a da televisão ou dos filmes. As imagens transmitidas na televisão ou nos filmes são um veículo de comunicação quase perfeito, porque se parecem com aquilo que representam. As palavras escritas não. São apenas marcas pretas no papel. Para representarem algo, têm que ser decifradas por um praticante competente. Embora leitores assíduos o façam instantaneamente, traduzir palavras impressas para imagens mentais é uma atividade incrivelmente complexa. Envolve uma capacidade imaginativa diferente da de outros processos mentais. Se a leitura acabar, esta capacidade desaparecerá — e as consequências são incalculáveis. Porque a leitura e a civilização cresceram juntas e não sabemos se uma pode sobreviver sem a outra. A capacidade imaginativa exigida pela leitura está claramente ligada, psicologicamente, com a aptidão para fazer juízos e a disposição para a empatia. Sem a leitura, estas faculdades podem definhar. Transpor palavras impressas para imagens mentais dá também à leitura uma dimensão mais criativa que o contacto com outros meios de comunicação, pois nenhum livro ou página é exatamente o mesmo para dois leitores diferentes. Não estou a advogar que o leitor é realmente o ‘autor’ do texto — uma moda entre teóricos da literatura do passado —, assim como um pianista que interpreta Chopin não é Chopin. Mas um leitor, tal como um pianista, está empolgado numa atividade intensamente criativa. Quem a pratica habitualmente constata o esforço que ela envolve assim que a suspende. Quando se interrompe a leitura de um livro e se começa a ver televisão, a impressão de relaxamento é imediata. Isso acontece porque uma grande parte da mente ficou inativa. As imagens lampejam diretamente para o cérebro. A nossa participação ativa não é requerida. Isto implica que uma democracia composta maioritariamente por consumidores de televisão é árida, do ponto de vista mental, quando comparada com uma democracia composta maioritariamente por leitores. A democracia moderna passou da segunda para a primeira na segunda  metade do século XX.
Como muitas pessoas não leem livros, ler é considerada uma atividade elitista. No entanto, não é mais elitista do que caminhar — ainda menos, aliás, porque o estado paga-nos para aprendermos a ler, ao passo que criar o hábito de caminhar fica entregue à iniciativa de cada um. E os livros não são apenas para os endinheirados. Podemos requisitá-los de graça em qualquer biblioteca pública. Algumas pessoas têm preguiça para ler ou caminhar, mas isso não tem nada que ver com elitismo. É certo que há leitores pretensiosos — e causam muitos danos. Eles insinuam, na opinião pública, a associação da leitura à presunção e ao falso refinamento, e afastam assim leitores potenciais.
(...)
Não me esqueci da personagem de H. G. Wells, Graham, e o mundo aterrador em que ele acorda. Além de um mundo sem livros, é tenebrosamente populoso. Densos magotes de gente berram e agitam-se em todo o lado. Graham vai-se abaixo e pede, lamuriento, para ser levado para um quarto onde possa estar só. Este cenário reflete o desânimo de Wells sobre a demografia. (...) Mas suponhamos que Graham, encolhido no seu acanhado quarto, com as ensurdecedoras multidões lá fora abalando as paredes, descobre, esquecida num canto, uma pilha de livros empoeirados. Descobre, quando os folheia, que são de um século que ele não conheceu (pois ele entrou no seu transe comatoso em 1899). Esses livros, para o fazerem esquecer a sua aflição, terão que ser verdadeiramente absorventes. Terão que abrir um caminho para a sua espiritualidade mais profunda. Terão que fazê-lo rir, às vezes, e querer continuar a viver. E terão, sobretudo, que ser capazes de encantar também alguns dos quase iletrados bárbaros lá de fora, que, graças à influência de Graham, poderão reintroduzir a leitura num mundo sem livros.»
            É um teste severo — mas felizmente qualquer biblioteca medianamente apetrechada contém livros que passam este teste.




[1]              Reescrita e publicada 11 anos mais tarde, 1910, sob o título The Sleeper Awakes. (N. do T.)