quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nuno Marçal

Nuno Marçal, bibliotecário à frente do projecto da biblioteca móvel de Proença-a-Nova, foi distinguido pela DGLB, através do prémio literário sueco ASTRID LINDGREN MEMORIAL (ALMA) de 2011, na categoria "Pessoas". Criado pelo governo sueco no ano de 2002, em memória daquela escritora, o prémio laureia escritores, ilustradores e outros agentes promotores da literatura infantil.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

CULTURA: DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS - Reabertura do Museu de Arte Popular

O Mu seu de Arte Popular localiza-se junto ao rio Tejo, entre o Monumento aos Descobrimentos e a Torre de Belém, na freguesia de Santa Maria de Belém, concelho e Distrito de Lisboa, em Portugal.
Possuí salas com colecções permanentes e um espaço com exposições temporárias. As peças organizadas por
províncias, incluem cerâmicas, alfaias agrícolas, trajes, instrumentos musicais, joalharia e coloridas selas, e dá uma viva indicação da diversidade das diferentes regiões de Portugal.
Cada área tem a sua especialidade, como as cangas e os galos de
cerâmica do Minho, as cestarias de Trás-os-Montes, ambos no Norte de Portugal, os badalos e as louças de terracota do Alentejo, ou os equipamentos de pesca do Algarve, no Sul.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

EUROPA - ROBERT SCHUMAN

Enquadrado no âmbito do ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, o Dia da Europa 2010 tem como objectivo aproximar os cidadãos europeus, promovendo informação sobre os seus direitos laborais, mobilidade profissional e programas de financiamento da União Europeia.
O Dia da Europa é comemorado desde 1985 no dia 9 de Maio, em homenagem a Robert Schuman, responsável pela apresentação da proposta de criação de uma Europa organizada, conhecida como a “Declaração Schuman”.
Robert Schuman (
Clausen, 29 de Junho de 1886Scy-Chazelles, 4 de Setembro de 1963) foi um político democrata cristão e estadista luxemburguês radicado na França.
Presidente do Conselho do
Mouvement républicain populaire (MRP) (1947), depois Ministro de Relações Exteriores (1948-1952), ele foi o grande negociador de todos os grandes tratados do final da Segunda Guerra Mundial (Conselho da Europa, Pacto do Atlântico Norte, CECA, etc.).
Propôs, por meio da
Declaração Schuman de 9 de Maio de 1950, colocar a produção franco-alemã de carvão e de aço sob uma Alta Autoridade comum, em uma organização aberta à participação de outros países da Europa. Essa proposta levará à criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, que foi origem da actual União Europeia.
De
1958 a 1960, ele foi o primeiro presidente do Parlamento Europeu, que o condecora, no final de seu mandato, com o título de «Pai da Europa».
Um processo de
beatificação de Robert Schuman foi aberto pela Igreja Católica em 9 de Junho de 1990, nele foram ouvidas 200 testemunhas, o processo conta 50 mil páginas e pesa cerca de meia tonelada. Actualmente encontra-se na Congregação para as Causas dos Santos na Santa Sé para exame. Foi entretanto declarado Servo de Deus, o primeiro passo para a eventual beatificação.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

MUSEU DE PORTIMÃO: O MELHOR DO ANO NA EUROPA

O Conselho da Europa distinguiu o Museu de Portimão como o melhor do ano, galardão que não era atribuído a um museu nacional há 20 anos.
O Museu de Portimão recebeu esta terça-feira uma estatueta em bronze ("A mulher com belos seios") de Joan Miró, em Estrasburgo, depois de ter sido eleito ao nível europeu como o melhor museu do ano. O presidente da autarquia de Portimão, Manuel da Luz, agradece o reconhecimento e lembra que o prémio "é muito importante porque reconhece um trabalho realizado desde os anos 80", num museu com características muito próprias. O museu está instalado numa fábrica de conservas, “que representa uma actividade que durante muitos e muitos anos representou o sustento de vida de muitas pessoas e de largas centenas de famílias", lembrou o autarca. Em declarações à Lusa, Manuel da Luz sublinha que “há 20 anos que este prémio não era atribuído a um museu português e (o museu de Portimão) concorreu a par de vários outros museus, incluindo portugueses também". Além da estatueta, o prémio inclui ainda o valor monetário de cinco mil euros.

DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

Comemora-se no dia 3 de Maio, o Dia Mundial da Liberdade da Imprensa, implementado pela UNESCO, como corolário e consagração do direito fundamental de liberdade de imprensa, consagrado pelo art. 19.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

"Só com jornalistas usando plenamente os seus direitos e garantias existe jornalismo verdadeiramente livre e responsável", afirma o Sindicato dos Jornalistas (SJ) em comunicado assinalando o Dia da Liberdade de Imprensa, 3 de Maio.
O SJ considera que "é possível e necessário ser mais livre em Portugal", pelo que reafirma o seu compromisso de prosseguir a luta em defesa dos direitos dos jornalistas e da liberdade de imprensa. Apesar de Portugal dispor de um quadro legislativo dos mais avançados da Europa, no que respeita aos média, o SJ considera que, "face às transformações no sector e à manutenção de distorções inaceitáveis", é possível "novos avanços". Neste âmbito, o SJ considera urgente, designadamente, a regulamentação dos direitos de autor dos jornalistas; a aprovação de uma lei da entidade reguladora do sector que contribua para a defesa da liberdade da imprensa; a definição de limites às concentrações de órgãos de informação; e o reforço da protecção do sigilo profissional dos jornalistas.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

SEMANA DA LEITURA 19a23 Abril 10

História do Livro

Na idade média não havia imprensa.
Era numa oficina chamada scriptorium que os monges copistas tinham um longo trabalho de copiar os livros, o que fazia com que demorassem anos a acabar um livro.
Como eram raros e muito caros, os livros estavam muitas vezes presos por uma corrente para maior segurança.
Os monges fabricavam as tintas que precisavam a partir de bagas, ferrugem, bugalhos e outras plantas tintureiras.
Alguns livros particularmente preciosos foram escritos com tinta em ouro.
Um corno de boi servia de tinteiro e uma pena de ganso, à qual se cortava a ponta, uma caneta.
Alguns livros foram ricamente ilustrados com imagens de cores vivas e com as letras iniciais decoradas – as iluminuras.
As folhas eram presas com uma corda e a capa do livro era composta de madeira coberta com couro.
As ornamentações eram de latão, de prata ou de ouro, às vezes eram mesmo decoradas com pedras preciosas.
Era na biblioteca, e não a igreja, o local mais provável de encontrar um monge copista na europa medieval.
Copiando às vezes para escapar da ociosidade e para ganhar o sustento, eles acabaram preservando a cultura ocidental.

UM ESCRITOR NA NOSSA ESCOLA: José-Alberto Marques

Começou a ter uma paixão pela poesia a própria e a dos outros.
Escreve para a revista do Colégio Andrade Corvo em 1958/59 o 1º poema concreto em Portugal por um português, intitulado SOLIDÃO.
Foi universitário e teve várias profissões para saldar o preço da vida que lhe enchia os olhos de percepções e ilusões.
Ganhou o tempo a rasgar papéis e objectos, acumulando livros enquanto era editor do jornal Quadrante da Faculdade de Direito de Lisboa.
Depois seguiu o interminável percurso dos amantes e deixou o nome ligado ao Movimento de Poesia Experimental.
Actualmente anima-o a felicidade de ter sido amigo da última geração dos surrealistas portugueses.
Tendo sido um profissional do ensino, percorreu todos os cargos possíveis elegendo o de Orientador Pedagógico de Português.
Foi candidato pelo M.E.S. (não eleito) à Assembleia Constituinte de 1975 e fez parte, mais tarde, da direcção do S.P.G.L.
Escreveu livros de poesia, romances, livros infanto-juvenis, publicou textos de crítica literária em diários e revistas de especialidade, fez exposições de poesia visual em vários países e foi antologiado em várias edições portuguesas e estrangeiras.
Encenou peças de teatro, fez happenings, instalações e performances.
Além disso, esteve preso, por razões políticas em 1973.
Sucede ainda que ganhou o 1º Prémio Nacional de Literatura Infanto-Juvenil nas comemorações dos 20 anos do 25 de Abril, com o livro Magia dos Sinais e obteve uma Menção Honrosa no Prémio Aquilino Ribeiro, com o livro Padrões.
Participou na 5ª Edição do Belô-Poético – Encontro Nacional de Poesia, em Belo Horizonte.
Fez parte da Direcção da Associação Portuguesas de Escritores.

terça-feira, 16 de março de 2010

O Acto Poético


O acto poético é o empenho total do ser para a sua revelação. Este fogo do conhecimento, que é também fogo de amor, em que o poeta se exalta e consome, é a sua moral. E não há outra. Nesse mergulho do homem nas suas águas mais silenciadas, o que vem à tona é tanto uma singularidade como uma pluralidade. Mas, curiosamente, o espírito humano atenta mais facilmente nas diferenças do que nas semelhanças, esquecendo-se, e é Goethe quem o lembra, que o particular e o universal coincidem, e assim a palavra do poeta, tão fiel ao homem, acaba por ser palavra de escândalo no seio do próprio homem. Na verdade, ele nega onde outros afirmam, desoculta o que outros escondem, ousa amar o que outros nem sequer são capazes de imaginar. Palavra de aflição mesmo quando luminosa, de desejo apesar de serena, rumorosa até quando nos diz o silêncio, pois esse ser sedento de ser, que é o poeta, tem a nostalgia da unidade, e o que procura é uma reconciliação, uma suprema harmonia entre luz e sombra, presença e ausência, plenitude e carência.

Eugénio de Andrade, in 'Rosto Precário'

sexta-feira, 5 de março de 2010

MARIA LAMAS: uma visão nova e alargada

Escritora e interveniente política portuguesa. Mulher de personalidade admirável, oriunda de uma família burguesa de Torres Novas, ali estudou até aos dez anos. Aprendeu línguas o que lhe viria a ser útil mais tarde, quando teve de ganhar a vida com traduções. Era preciso chegar às mulheres trabalhadoras pouco esclarecidas quanto aos seus direitos. A sua colaboração no "Correio da Joaninha" passou a ser um diálogo educativo com as leitoras. Ligou-se ao MUD (Movimento de Unidade Democrática) e depois ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde desenvolveu intensa actividade política e cultural. Presa, pela primeira vez, por motivos políticos, em 1949 sofreu imenso na prisão, porque a PIDE a colocou numa prisão incomunicável durante quatro meses. Esteve muito doente. Depois de várias prisões viu-se forçada ao exílio. A sua actividade como escritora é intensa e diversificada. Escreveu contos infantis, estudos na área da mitologia, porém o seu livro mais importante, fruto de dois anos de viagens por todo o país é «As Mulheres do Meu País», uma obra de referência, onde colaboraram com ilustrações os mais famosos intelectuais do tempo, editado em 1950. Seguem-se «A Mulher no Mundo», 1952 e «O Mundo dos Deuses e dos Heróis», 1961.Esteve exilada por diversas vezes, entre 1953 e 1962. Passados sete anos regressou do exílio. Tinha 76 anos e ainda a mesma esperança de melhores dias para Portugal. Viveu o 25 de Abril de 1974 com enorme alegria. Foram-lhe atribuídas duas das mais honrosas condecorações portuguesas, a de Oficial da Ordem de Santiago da Espada e a da Ordem da Liberdade. Faleceu com 90 anos, em Dezembro de 1983.