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terça-feira, 18 de novembro de 2014

AINDA "MEMORIAL DO CONVENTO"



 
 
"Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes."
 
«Lembras-te da primeira vez que dormiste comigo, teres dito que te olhei por dentro, Lembro-me, Não sabias o que estavas a dizer, nem soubeste o que estavas a ouvir quando eu te disse que nunca te olharia por dentro. […] Eu posso olhar por dentro das pessoas."  (Cap. VII)
 
Esta terceira linha temática do romance envolve as personagens Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas. Os dois formam um casal muito particular na sua cumplicidade e na partilha desinteressada. Tal como a primeira  e a segunda, esta linha orientadora do romance perpassa por todo o romance, intercalando-se e entrelaçando-se.
 
Particularmente para os alunos de 12º Ano, vão leeeeendo...
 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

MEMORIAL DO CONVENTO II

 
"Era uma vez a  gente que construiu esse convento."

Continuando a viajar pelo nosso Memorial do Convento, encontras esta segunda linha temática na contracapa dessa obra. Já falamos aqui da primeira.

Saramago quis homenagear  o povo anónimo que contribuiu para a construção do Convento de Mafra. Esta personagem coletiva mostra a sua capacidade de se sacrificar e a miséria em que vive, por vezes, sobretudo na Ilha de Madeira, o gigantesco estaleiro da obra.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

MEMORIAL DO CONVENTO



 
 
 
Já começaste a ler o romance Memorial do Convento, de José Saramago?
 
Já leste o resumo da contracapa?
 
 "Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra."
 
Trata-se do rei D. João V (1689 -1754) que casou em 1708, ainda muito novo, com D. Maria Ana de Áustria. Sobe ao trono a 1 de janeiro de 1707, este filho de D. Pedro II e de Maria Sofia de Neuburgo e   é-lhe atribuído o cognome de Magnânimo devido à promoção de obras grandiosas como o Convento de Mafra, o Aqueduto da Águas Livres ou a Biblioteca da Universidade de Coimbra, a  que se acrescenta a Sé de Évora. 
 
Saramago, na sua obra, não valoriza esta faceta do nosso rei. Ele cria uma personagem com características muito peculiares que vais ter oportunidade de descobrir.
 
Não te esqueças de numerar os capítulos para teres mais facilidade em trabalhar a obra.
 
 

terça-feira, 6 de março de 2012

E tudo começa no berço!

Mau comportamento é fruto da educação dada pelos pais desde o berço. As práticas educativas parentais desde o nascimento dos filhos são responsáveis, em noventa por cento dos casos, por comportamentos inadequados como o bullying e a indisciplina escolar, defende em livro o investigador e psicólogo Luís Maia. E tudo começa no Berço, é o título do livro a ser lançado na segunda-feira, no qual o autor defende que é desde o nascimento da criança que se desenvolvem grande parte das suas características, positivas ou negativas. "Perdoem-me pais, mas a culpa de muitos de nós não termos controlo sobre o comportamento dos nossos filhos, estou convencido, não é dos filhos, nem da sociedade: é nossa", escreve o autor alertando para a necessidade de os pais estarem mais presentes na vida dos filhos. Partindo de exemplos práticos, Luís Maia pretende demonstrar como a desresponsabilização dos membros familiares e educadores próximos das crianças e adolescentes apenas contribui para a acomodação a uma sociedade desumanizada. Então haverá ou não uma relação entre o comportamento das crianças e a forma como são educadas desde bebés? Na opinião do psicólogo, baseada em 20 anos de prática clínica, essa relação é bem evidente e manifesta-se em 90 por cento dos casos. "Na minha opinião cerca de 90% da responsabilidade do comportamento inadequado das crianças e adolescentes está sedeado nas práticas educativas nos primeiros dias e anos da criança", disse em declarações à Lusa, adiantando que na maioria dos casos são os pais que precisam de ajuda para se reorientarem na educação dos seus filhos. Luís Maia explica que nos milhares de casos que já atendeu, quando começa a investigar as causas dos comportamentos inadequados das crianças quer sejam de indisciplina escolar, de violência contra os pares ou de outras atitudes antissociais, na maioria das vezes os pais foram orientados percebendo que eram as suas práticas educativas que deveriam ser alteradas. A má prática educativa, explicou, ocorre em todas classes socioeconómicas e mesmo em ambientes familiares normais quando por exemplo os pais se desautorizam em frente à criança, quando quebram rotinas ou quando delegam competências. A sociedade, defende o autor em declarações à agência Lusa, desaprendeu a arte de educar os filhos e a comportarem-se em sociedade, delegando nas estruturas essa responsabilidade. Uma aposta que considera errada. A educação desde o nascimento, diz, determina efetivamente o percurso de uma criança, porque "tudo começa no berço" à exceção de uma pequena minoria em que há de facto problemas no desenvolvimento ou distúrbios psicopatológicos. O livro é baseado em vivências e casos reais, fruto da experiência do autor no acompanhamento de jovens e famílias. Trata-se de um guia com informações dedicadas à boa aplicação da prática educativa, para pais, educadores, cuidadores, educadores de infância, professores dos mais variados níveis de ensino, psicopedagogos, psicólogos, técnicos de saúde mental, entre outros.